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title: "CNJ abre PAD contra desembargador do TJPR por décadas de assédio moral e sexual contra servidoras"
description: "O CNJ abre processo administrativo disciplinar contra Luís César de Paula Espíndola, do TJPR, por assédio moral e sexual sistemático desde a década de 1980."
date: 2025-10-14T00:00:00.000Z
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categories: justica
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# ⚖️ CNJ abre PAD contra desembargador do TJPR por décadas de assédio moral e sexual contra servidoras

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## 🧭 Resumo

O CNJ abre processo administrativo disciplinar contra o desembargador Luís César de Paula Espíndola, do TJPR, por assédio moral e sexual sistemático desde a década de 1980. Servidoras desenvolveram "protocolos de sobrevivência" para não ficar sozinhas com ele. O magistrado foi condenado criminalmente por violência doméstica contra a própria irmã, também desembargadora do mesmo tribunal. Funcionárias eram usadas como empregadas domésticas e cuidadoras de sua mãe.

**Impacto Diplomático:** Baixo  
**Tipo de Escândalo:** Judiciário

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## 🏁 Introdução

Em 14 de outubro de 2025, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou processo administrativo disciplinar (PAD) contra o desembargador Luís César de Paula Espíndola, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As denúncias apontavam assédio moral e sexual sistemático contra servidoras desde a década de 1980. O magistrado já havia sido condenado criminalmente por violência doméstica contra a própria irmã — também desembargadora do TJPR.

## 📊 Análise

### Padrão de Conduta

- **Período**: Desde a década de 1980
- **Assédio**: Moral e sexual contra servidoras
- **"Protocolos de sobrevivência"**: Servidoras evitavam ficar sozinhas com ele
- **Uso de funcionárias**: Como empregadas domésticas e cuidadoras de sua mãe

### Condenação Criminal Anterior

- **Crime**: Violência doméstica
- **Vítima**: Irmã do desembargador, também membro do TJPR
- **Condenação**: Criminal, mas sem efeitos automáticos na carreira até a instauração do PAD

### Pessoas e Instituições Envolvidas

- **Luís César de Paula Espíndola**: Desembargador investigado
- **TJPR**: Tribunal de origem
- **CNJ**: Órgão que instaurou o PAD

## 🎯 Conclusão

O PAD contra o desembargador Espíndola revelou cultura de impunidade diante de assédio e violência no judiciário paranaense, com padrões de conduta mantidos por décadas até que denúncias reunidas permitissem a abertura de processo disciplinar no âmbito nacional.

## Referências

- [ConJur - CNJ analisa denúncia de assédio moral e sexual contra desembargador](https://www.conjur.com.br/2025-out-14/cnj-analisa-denuncia-de-assedio-moral-e-sexual-contra-desembargador/)
