PCC contrata hackers para invadir sistemas portuários e mergulhadores para inserir cocaína em cascos de navios
Investigações do Wall Street Journal (abr/2026) e da Polícia Judiciária portuguesa documentam a sofisticação técnica da logística do PCC: (1) Hackers contratados para invadir sistemas de controle portuário, permitindo acesso a informações de manifesto de carga e facilitação da técnica rip-on/rip-off — inserção de cocaína em contêineres de cargas legais sem conhecimento dos exportadores. (2) Equipes de mergulhadores que inserem pacotes de cocaína nos cascos ou caixas de leme de navios ainda no Brasil, antes do embarque. No destino (Lisboa, por exemplo), membros locais do PCC recuperam a droga em operações noturnas, antes que o navio entre na faixa fiscal do porto — usando motos subaquáticas para agilizar a operação. Esta técnica foi documentada com apreensão de equipamentos em Alcochete (Portugal) em março de 2025. O nível de profissionalização operacional equipara o PCC a organizações militares paramilitares em termos de logística encoberta.