WSJ compara PCC à máfia italiana e multinacional: 40.000 membros, 30 países, guerras em portos europeus
O Wall Street Journal publicou em abril de 2026 reportagem extensa comparando o PCC 'à dimensão dos grupos criminosos organizados italianos e à eficiência de uma corporação multinacional.' Com cerca de 40.000 membros, o PCC opera em quase 30 países em todos os continentes — maior grupo criminoso das Américas. A publicação documenta: guerras territoriais com granadas, tiroteios e sequestros nos portos de Antuérpia, Roterdã e Hamburgo; apreensões recordes de cocaína na Europa; alianças com ʼNdrangheta, Yakuza japonesa, gangues albanesas e sérvias; infiltração no setor político brasileiro (financiamento de campanhas municipais de 2024); e expansão nos EUA (afiliados em 5 estados). O promotor Lincoln Gakiya (SP), responsável pela persecução do PCC há duas décadas, afirmou ao WSJ: 'Eu acredito ser hoje a organização criminosa que cresce mais rápido em todo o mundo.' O PCC é descrito como operando 'mais como um mercado ou agência reguladora do que como uma organização tradicional' — estrutura horizontal sem dependência de liderança única. A reportagem ocorre no contexto de pressão do governo Trump para que o Brasil classifique o PCC como Organização Terrorista Estrangeira (FTO), o que a PF brasileira rejeita formalmente.