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Estudos● ALTA RELEVÂNCIA

Funk como infraestrutura de recrutamento e propaganda: PCC usa artistas, bailes e plataformas digitais como rede de influência territorial

A documentação da Narco Fluxo revela que o uso do funk pelo PCC vai além da lavagem financeira. Bailes funk em territórios controlados são autorizados ou proibidos pela facção — funcionam como demonstração de poder territorial. Letras de músicas glorificando o PCC circulam em plataformas digitais com monetização de anúncios. MCs com histórico de associação à facção recebem proteção e acesso a territórios que artistas sem esse vínculo não conseguem. O patrocínio de artistas jovens desde a infância (caso MC Ryan, financiado desde os 9 anos) documenta o caráter estrutural do investimento — não oportunista. A PF identificou que o modelo replica características do que analistas internacionais chamam de 'crime branding': a facção constrói identidade cultural aspiracional para legitimar sua presença em comunidades.

Instituições envolvidas

PCCPolícia Federal

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