Rotas Amazônia/MS: PCC estabelece relação de compra com dissidências FARC via Clã do Golfo para acesso à cocaína colombiana
Relatórios da PF e do UNODC documentam que o PCC acessa cocaína colombiana de alta pureza por duas rotas principais: (1) rota MS — entrando pelo Mato Grosso do Sul via fronteira boliviana e paraguaia, com produção colombiana mediada pelo Clã do Golfo; (2) rota AM — entrando pela Amazônia via fronteira colombiana e peruana, com produção controlada por dissidências FARC e grupos armados venezuelanos. O PCC não controla a produção — compra nos países de origem ou na fronteira. As dissidências FARC e o Clã do Golfo são fornecedores, não parceiros estruturais. A relação é comercial-logística. O volume movimentado por essas rotas representa a maior parcela da cocaína que o PCC exporta para a Europa via Santos e Paranaguá.