G7 fecha acordo para limitar dependência de terras raras da China; Brasil recebe medida como oportunidade de barganha
Líderes do G7 estabelecem meta de limitar a dependência de qualquer fornecedor único a menos de 60% em terras raras e ímãs permanentes até 2030, com ambição de longo prazo de chegar a 50%. O plano prevê estoques estratégicos coordenados, diversificação de fornecedores, reciclagem e apoio da Agência Internacional de Energia. A medida mira diretamente a China, que domina processamento, separação e produção de ímãs permanentes; Pequim reage defendendo seus controles de exportação. No Brasil, o grupo que defende a política nacional de minerais críticos passa a advogar que o país condicione parcerias externas a compromissos de industrialização e transferência de tecnologia — debate paralelo à tramitação do PL 2.780/2024 no Senado.
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Impacto diplomático
Reorganização das cadeias globais de minerais críticos pelo G7 cria janela de negociação para o Brasil, mas sem marco legal nacional em vigor (PL 2.780 ainda pendente de votação no Senado) para capturar a oportunidade de forma coordenada.