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Justiça● ALTA RELEVÂNCIA

Seletividade plataforma-a-plataforma: Operação Rede Interrompida mira grupo neonazista exclusivo do Telegram no mesmo dia da Operação Lívia, sem gerar sanção de plataforma

Em 04/08/2026, o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgou simultaneamente duas operações contra grupos de extrema-direita que recrutavam adolescentes: a Operação Lívia (Naviraí/MS, Discord + Telegram, origem do caso que motivou a sanção ANPD/Discord de 12/08 — id_1850) e a Operação Rede Interrompida, conduzida pela Polícia Civil do DF contra um grupo que disseminava conteúdo neonazista, antissemita e misógino exclusivamente pelo Telegram, planejando um ataque a prédios da Esplanada dos Ministérios durante o período eleitoral de 2026 — 8 mandados de busca e apreensão cumpridos. Adicionalmente, Victor Fernandes, secretário de Direitos Digitais do MJSP, afirmou publicamente que a Polícia Federal já havia solicitado à Justiça a suspensão do Discord antes do apelo público de Janja da Silva (id_1854), e o pedido foi indeferido. Nenhuma das duas operações — nem a Rede Interrompida (Telegram puro) nem o indeferimento judicial anterior contra o Discord — resultou em ação regulatória equivalente à que a ANPD tomou contra o Discord oito dias depois.

Pessoas envolvidas

Victor Fernandes (Secretário de Direitos Digitais — confirmou publicamente o indeferimento judicial anterior contra suspensão do Discord)

Instituições envolvidas

Polícia FederalPolícia Civil do Distrito FederalPoder JudiciárioMinistério da Justiça e Segurança Pública

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Fontes