Brigadeiro da ativa recebe assento em conselho consultivo da AEL Sistemas; mesma ata nomeia general assessor de senador que assumira a Comissão de Defesa um mês antes
Em março de 2011, o brigadeiro Gilberto Antônio Saboya Burnier recebeu assento no conselho diretor consultivo da AEL Sistemas — subsidiária brasileira da israelense Elbit Systems e fornecedora de aviônicos para programas da FAB — com poder de opinar nos planos estratégicos da empresa, enquanto ainda estava na ativa. A mesma ata de assembleia de acionistas registrou a nomeação do general Darke Figueiredo, assessor especial do então senador Fernando Collor de Mello, nomeação ocorrida um mês após Collor assumir a presidência da Comissão de Defesa do Senado — colegiado responsável por apreciar projetos de interesse do setor, incluindo subsídios à indústria bélica. O documento aprovado na assembleia estabelece remuneração a conselheiros e diretores, sem especificar valores. O mesmo quadro de contratações da AEL incluía o filho do brigadeiro Burnier e Bruno Baptista, filho do então presidente da COPAC (ver id_1860), além do coronel reformado Luiz Guimarães Pondé, concunhado do então Comandante da Aeronáutica Juniti Saito, contratado como diretor de relações institucionais. Relatório de inteligência da Polícia Federal enviado ao Palácio do Planalto apontou interesses pessoais de Saito com a AEL/Elbit; Saito respondeu que a contratação de Pondé seguiu 'critérios técnicos'.